No Brasil, segundo informações do próprio ministério, há apenas 1500 CAPS para atender os 5565 municípios brasileiros. “Sempre fui uma defensora do CAPS como instrumento de reabilitação e reinserção social e até fundei o primeiro Centro em Mossoró, quando fui prefeita. Mas no caso do tratamento aos usuários de drogas, precisamos avaliar os motivos pelos quais o controle não está dando resultado”, cobrou a senadora.
Durante o debate na CAS, o representante do ministério da Saúde, Francisco Cordeiro, disse que não há dados oficiais disponíveis sobre o número real de viciados, pois as pesquisas mais recentes são de 2005. Segundo a Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, da qual Rosalba é vice-presidenta, a estimativa é de que 1,2 milhão de pessoas já estão viciadas em todo o Brasil e estima-se que o consumo e o tráfico da droga são responsáveis por mais de 60% dos crimes. “Esta droga destrói o tecido social”, alertou o vice-presidente do Grupo Rede Brasil Sul (RBS), responsável por campanhas de esclarecimento sobre o uso do crack.
O consumo da droga, de baixo custo, vem atingindo 39% dos jovens em situação de rua, mas já chegou também às classes média e alta. Atualmente, o consumo do crack mata mais que a leucemia, alertaram os especialistas. Hoje a epidemia é considerada o principal problema de saúde pública no Brasil. Pesquisas da Universidade Federal de São Paulo mostram que, em dois anos, 10% dos usuários morrem e os casos de morte sobem para 25% em cinco anos de uso.
Os senadores, integrantes da CAS, ficaram indignados com as informações divulgadas e cobraram estatísticas atualizadas do Governo Federal. O Ministério da Saúde alega que o problema tem que ser enfrentado por diversas frentes e não só pela saúde pública e anunciou que o Governo Federal pretende lançar um plano nacional de combate ao crack em parceria com outros ministérios. Entre as necessidades apontadas pelo MS estão a ampliação da rede de CAPS e a expansão do Programa Saúde da Família. Fonte: Assessoria.