quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Rogério Marinho: “Farsa na CPI da Petrobras foi desmoralizante”

imageA “farsa” montada em torno da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os negócios da Petrobras foi “desmoralizante” para o Congresso Nacional e para o país e expôs que os problemas da estatal são “ainda maiores” do que todos pensavam. É esta a opinião do presidente de honra do PSDB no Rio Grande do Norte, o candidato a deputado federal Rogério Marinho.

O tucano criticou a investigação de “faz de contas” capitaneada pela base governista em torno dos depoimentos dos diretores da Petrobras. “O que houve na CPI foi uma burla ao estado democrático, uma farsa desmoralizante para o Congresso e para o país. É muito triste ver integrantes do governo, parlamentares, se prestando a tal serviço. O que só mostra como o PT se apropria do Estado como se fosse seu, não conseguindo dissociar o partido do governo”, disse Rogério.

Ainda de acordo com o líder do PSDB no Estado, é fundamental que o Congresso Nacional convoque, mais uma vez, os envolvidos no caso para um novo depoimento, sem a presença dos parlamentares que aceitaram participar do que chamou de “farsa”. “Quem se prestou a tal ato não tem estatura para participar dos trabalhos da CPI e merece uma punição exemplar”, completou.

Reportagem da Revista Veja desta semana revelou que o governo e lideranças do PT no Senado montaram uma estratégia para treinar os principais depoentes da comissão de inquérito, repassando a eles previamente as perguntas que seriam feita na CPI e combinando as respostas que seriam dadas.

Em gravações obtidas por Veja, o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas, revela que um gabarito foi distribuído aos depoentes mais ilustres para que não houvesse contradições em nenhuma das oitivas. Paulo Argenta, assessor especial da Secretaria de Relações Institucionais; Marcos Rogério de Souza, assessor da liderança do governo no Senado; e Carlos Hetzel, secretário parlamentar do PT na Casa, formularam as perguntas que acabariam sendo apresentadas ao ex-diretor Nestor Cerveró, apontado como o autor do “parecer falho” que levou a estatal do petróleo a aprovar a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, um negócio que causou prejuízo de quase 1 bilhão de dólares à empresa.

O ex-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, também fez chegar às mãos de Graça Foster, sua sucessora no comando da empresa, e de José Sergio Gabrielli, ex-dirigente da estatal, todas as perguntas que seriam feitas pela CPI – e as respostas que deveriam ser dadas.

“Esse combinemos lamentável para a nossa sociedade só mostra que os problemas já descobertos sobre os negócios da Petrobras são ainda maiores e mais sérios do que todos nós pensávamos e merecem, sim, ser investigados com ainda mais afinco. É disso que o Brasil está cansado, de ser governado por um partido que se acha acima de tudo e de todos, inclusive da lei e da Justiça”, finalizou Rogério.

por assessoria

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