segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Treinador fala da superação que resultou na vitória de Maldonado no UFC Rio

No último sábado (25) o meio-pesado Fábio Maldonado se reabilitou no UFC ao vencer o holandês Hans Stringer por nocaute técnico. Acompanhado de campeão peso-pena do Bellator, Patrício Pitbull, e do treinador de kickboxing Thiago Tourão, o ‘Caipira de Aço’ começou tendo problemas na luta, mas se recuperou e obrigou o europeu a buscar só se defender, o que fez com que o árbitro finalizasse a luta. A explosão nos golpes e a resistência física fizeram a diferença em um momento importante do combate.

Por confiar no trabalho da equipe Pitbull Brothers, resolveu treinar em Natal sob a atenção do preparador Mário Novaes, responsável pela preparação física e coordenação dos treinos de MMA dos irmãos Pitbull, estrelas do Bellator, Bethe Correia e Rony Jason, destaques do UFC, além ddos demais treinadores da equipe e os próprios irmãos Pitbull. Oriundo do boxe, Fábio Maldonado esteve ameaçado de não participar no UFC 179 em razão de uma lesão no menisco que o impossibilitava de andar em alguns momentos.

“Planejamos e trabalhamos durante cinco semanas com treinamentos específicos. Na primeira semana tivemos que ter paciência ao trabalha-lo de uma forma diferente por causa da lesão buscando fortalecer a região. Ele tinha dificuldade até para andar”, afirmou Mário.

O desafio era constante e o treinador não poderia errar, já que Maldonado corria o risco de não participar do evento.

“Tivemos bastante calma em três semanas conseguimos deixa-lo pronto para lutar. Durante este tempo fizemos treinamentos físicos específicos voltados pra o MMA buscando o fortalecimento muscular e, depois, sparring. O mesmo adotado com todos os lutadores da Pitbull Brothers”, disse Mário Novaes.

Bastante conhecido no meio das lutas no Rio Grande do Norte, Mário estuda novos tipos de treinamento para as artes marciais desde a época da faculdade. Ainda quando era estagiário, o treinador analisou as técnicas usadas na preparação dos corredores de atletismo e buscou adequá-la ao treinamento de jiu-jitsu, servindo inclusive como assunto para o trabalho de conclusão de curso na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

“Eu assistia os treinos da Magnólia Figueiredo (atleta potiguar) e analisava toda aquela preparação antes das competições. Eles usavam poucos aparelhos, mas intensidade do trabalho físico era o que me impressionava” revelou.

As análises e estudos feitos por Mário deram resultado. Há 15 anos com Patrício Pitbull, a metodologia adotada surtiu efeito não só com o campeão do Bellator, como também com Bethe Correia, demais atletas da equipe e, agora, Fábio Maldonado. A força física, técnica e resistência dos atletas têm surpreendido e colocado todos eles em destaque nas competições que disputam.

“Antes de tudo o lutador tem que ter coração, e o que nós fazemos é unir o instinto e a vontade de vencer. Se você analisar as lutas de Patrício, Bethe e Maldonado, verá que todos mostraram ter mais resistência que os seus adversários, o que os possibilitou buscar o nocaute sobrando na luta. Acredito que esse seja o resultado do trabalho feito de forma específica em nossos atletas”, pontuou.

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