Cumprindo compromisso de campanha, o senador potiguar dedica projetos de lei para incentivar jovens empreendendores
As start-ups - que têm despontado no Brasil e no mundo nos últimos anos – especializam-se no desenvolvimento de pequenos projetos empresariais ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras, geralmente ligadas à área da tecnologia.
De acordo com o autor do projeto, a força das start-ups é uma realidade que precisa ser explorada no Brasil. Somente o setor de software, por exemplo, movimenta hoje R$ 75 bilhões e conta com mais de 73 mil empresas, apesar das dificuldades impostas pelo governo federal ao seu desenvolvimento. Com a regulamentação das start-ups, o senador acredita que esses números vão subir. “São empresas inovadoras que geram fortes externalidades, contribuindo para a inovação em outros setores da economia”.
O projeto
O projeto de José Agripino propõe a criação do Sistema de Tratamento Especial a Novas Empresas de Tecnologia, o SisTENET, e dá isenção tributária total pelo período de quatro anos às start-ups, além de incentivo adicional de mais um ano de desconto de 50% em todos os impostos do Sistema Integrado de Imposto e Contribuição das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples). “Esse é o período de maior fragilidade dessas empresas, que precisam desses estímulos fiscais para crescerem e produzirem”, explicou o senador.
Segundo o projeto, são consideradas start-ups empresas que desenvolvem atividades relacionadas a serviços de e-mail, hospedagem e desenvolvimento de sites e blogs; comunicação pessoal, redes sociais, mecanismos de busca, divulgação publicitária na internet; distribuição ou criação de software original por meio físico ou virtual para uso em computadores ou outros dispositivos eletrônico móveis ou não.