Dentre os diferentes temas tratados, Gustavo Borges ressaltou a importância de incentivar crianças e jovens a praticar esportes, ao mesmo tempo em que frisou o quão fundamental é a participação e presença dos pais é responsáveis nesse processo.
"O acompanhamento dos pais e o esforço de cada um é fundamental. As chances de você chegar a algum lugar com o trabalho, podem ser muito maiores do que as que você teria apenas com o talento. Se você tem talento, mas não se dedica e não trabalha em cima daquilo, você não vai chegar a lugar nenhum. Para ter bons resultados, temos que ter a base muito bem formada e estruturada", destacou o nadador.
Sobre o incentivo e estrutura da natação no Brasil, Gustavo Borges ressalta que apesar da falta de investimentos, a modalidade tem que prosseguir. “A gente tem que fazer uma reformulação estrutural no esporte, e no caso da natação, nós dependemos muito da estrutura dos colégios e clubes, além dos patrocínios do poder público. Em casos de caos econômicos, os patrocínios ficam um pouco mais difíceis. Mas o que é certo é que a gente tem que fazer mais com menos”, disse o nadador.
Sobre Gustavo Borges
Gustavo Borges caiu na água pela primeira vez aos cinco anos de idade, em Ituverava, interior de São Paulo, e se destacou mundialmente com títulos, pódios e até com o Hall da Fama da modalidade. Conquistou quatro medalhas (duas de prata e duas de bronze), em três Olimpíadas: Barcelona-92, Atlanta-96 e Sidney-2000. Com 19 pódios, é o segundo maior medalhista brasileiro em Jogos Pan-Americanos. Gustavo se despediu, oficialmente, das piscinas após ter nadado o revezamento 4x100m livre, em Atenas, no ano de 2004.