segunda-feira, 6 de junho de 2016

UFRN inaugura primeira planta piloto de energia fotovoltaica

A primeira planta piloto de energia fotovoltaica desenvolvida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi inaugurada na tarde da última segunda-feira, 6, no Núcleo de Pesquisa e Inovação em Tecnologia da Informação (NPITI) do Campus Central. A solenidade marcou a entrada em operação do sistema voltado ao desenvolvimento de conhecimentos acerca da geração fotovoltaica – transformação de radiação solar em energia elétrica por meio das células fotovoltaicas.

“Posso garantir que, a partir de hoje, outros alunos poderão ter a mesma oportunidade de aprendizado que eu experimentei ao longo dos três anos de execução do projeto”, comemora o recém-doutor Thiago de Oliveira Alves Rocha, formado pela UFRN no âmbito do desenvolvimento da planta piloto.

O ex-aluno explica que o diferencial do trabalho está na sua concepção, planejamento e execução: exceto os módulos fotovoltaicos, todos os componentes, sistemas e softwares foram integralmente criados pela equipe de técnicos, mestrandos e doutorandos do Laboratório de Eletrônica de Potência e Energias Renováveis (LEPER).

Essa estrutura concebida em forma de laboratório, portanto, permite a complementação da formação de engenheiros eletricistas e serve de objeto para dissertações de mestrado e teses de doutorado. O grupo de pesquisa do LEPER espera atender, por semestre, cerca de 30 alunos de graduação e 10 de pós-graduação.

Parcerias

A planta de 10 kWp (kilowatt-pico) é fruto do projeto “Estudo da Geração Fotovoltaica Centralizada e seu Impacto no Sistema Elétrico”, realizado por meio de parceria entre Petrobras, CTGAS-ER e UFRN. Esta última ficou com a coordenação geral e a implantação da planta piloto para desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisa.

A reitora da UFRN, Angela Maria Paiva Cruz, ressalta a importância de cooperações como essa para o aperfeiçoamento das matrizes de energias renováveis. Atualmente, apenas 0,02% da potência energética elétrica brasileira é proveniente da geração fotovoltaica, enquanto mais de 60% são advindos das usinas hidrelétricas.

 “Estamos abertos a parcerias com outros órgãos e instituições de ensino superior, para que o Rio Grande do Norte tenha desenvolvimento mais firme e avançado nos próximos anos para este e outros projetos que contribuem não apenas para o desenvolvimento tecnológico, mas também com a qualidade de vida por meio da sustentabilidade ambiental”, afirma a reitora.

O potencial de produção potiguar foi destacado por Carla Wilza Souza de Paula Maitelli, vice-diretora do Centro de Tecnologia da UFRN. Segundo a professora, o Estado é celeiro para energias renováveis, cuja implantação exige planejamento, investimento e pesquisas.

Ainda participaram da inauguração da planta fotovoltaica o coordenador do LEPER, professor Ricardo Lúcio de Araújo Ribeiro, e o gerente geral de Pesquisa e Desenvolvimento em Abastecimento e Biocombustíveis do CENPES/Petrobras, Oscar Rene Chamberlain Pravia, além de representantes de outros órgãos, docentes, alunos e servidores da UFRN.

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